quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Eugenia e Aborto



Nota: A foto em questão trata-se de uma das mais emblemáticas da história da Medicina, mostrando um ato cirúrgico intra uterino, para salvar uma vida em desenvolvimento. A foto é, por sinal, belíssima. Só reforça nossa postura pró vida e de se preservar os direitos que qualquer ser humano tem para nascer. E evidentemente o repúdio ao aborto e a eugenia.


Primeiramente, a palavra aborto provém do latim ab-ortus, ou seja, “privação do nascimento” . Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), abortamento é “a morte do embrião ou feto antes que seu peso ultrapasse 500g, atingido antes das primeiras 22 semanas de gravidez”. Por tratar-se de tema polêmico, houve a necessidade de aperfeiçoarem-se os conceitos, utilizando termos menos pejorativos e menos agressivos. O aborto, neste caso, seria a interrupção da gravidez, espontânea ou provocada, de um embrião ou de um feto antes do final de seu desenvolvimento normal, com a conseqüente destruição do produto da concepção.
As mais remotas notícias sobre métodos abortivos datam do século XXVIII a.C, na China, de acordo com Célia Tejo. No antigo Império Romano, lembra José Maria Marlet, por considerarem ser o feto parte do corpo da mulher e de suas vísceras, o ato em questão não era considerado crime.

O aborto eugênico, segundo Ricardo Henry Marques Dip, “é o aborto fundado em indicações eugenésicas, equivalente a dizer, em indicações referentes à qualidade da vida”. A eugenia ocorre quando há comprovação de que o feto nascerá com má-formação congênita.

Eugenia é um termo criado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando "bem nascido". Galton definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente.
Francis Galton foi o primeiro a discorrer sobre a eugenia, correlacionando-a a necessidade de haver uma seleção forçosa da raça, pois, segundo ele a seleção natural já não se realizava entre os homens porque os governos e as instituições de caridade passaram a proteger os fracos, os doentes, os incapazes, o que levou e ainda leva a decadência da raça humana e ao surgimento de toda a espécie de doenças que contaminaram a sociedade. Para interromper esse declínio, deveria impedir-se a propagação dos degenerados, dos débeis mentais, dos alcoólatras, dos criminosos, em resumo, de todas as pessoas indesejadas na sociedade.

"Se eles são suficientemente completos para viver, eles vivem, e é bom que vivam. Se não são suficientemente completos para viver, eles morrem, e é melhor que morram.
É claro que à medida que a severidade desse processo foi mitigada pela simpatia espontâneo dos homens uns pelos outros, e é adequado que ela fosse mitigada."

Herbert Spencer

Uma postura pró vida:

"Minha posição pró-vida foi fortalecida pela minha própria experiência como obstetra. Creio sem qualquer sombra de dúvida que um feto é uma vida humana merecedora de proteção legal, e que o direito à vida é a base de qualquer sociedade moral. A questão do aborto forjou minha crença de que a lei e a moralidade devem se cruzar para proteger os mais vulneráveis entre nós. E se há alguma função para o estado, esta deveria ser a proteção dos direitos naturais dos indivíduos.

Ao invés de ser uma emancipadora manifestação da liberdade de escolha pessoal contra a intrusão governamental, o "direito" ao aborto é em si uma medida estatista totalmente consistente com a ideologia esquerdista que pretende ditar como a sociedade e o governo devem funcionar. Essa postura em nada ajuda a promover a causa da liberdade. Ao contrário, ela faz com que os princípios da liberdade e da responsabilidade pessoal fiquem anos-luz atrasados. A postura pró-vida é muito mais consistente com o ideal libertário do que a postura alternativa acima delineada.

Dado que muito material já foi escrito debatendo quando a vida de fato começa, seria tolice gastar tempo sobre o assunto neste espaço. Direi apenas que aqueles que argumentam que um feto em desenvolvimento não é de maneira alguma um ser humano têm muita evidência científica contra eles. Já está bem documentado que há um coração batendo após 18 dias de fertilização e que a formação de ondas cerebrais já ocorre após um mês e meio (tenha em mente também que a maioria dos abortos ocorre bem depois desses desenvolvimentos).

Longe de ser apenas uma "bolha de carne" ou um acessório sem vida dentro de uma mulher, os defensores do aborto cada vez mais estão sendo confrontados com a inerente humanidade do feto em desenvolvimento. Tentar determinar um tempo preciso para o início da vida ignora várias evidências científicas que mostram justamente que todos os ingredientes necessários para isso já são apresentados logo no início da gravidez. A idéia comumente aceita para se decretar o status de vida é aquela que compara o feto a um humano completamente desenvolvido (ou, utilizando o argumento mais extremo dos abortistas, que a vida começa realmente apenas quando o bebê já saiu completamente do corpo da mãe durante o parto). Isso é uma irresponsabilidade. Longe de ser apenas uma bolha de carne, ou uma simples forma de vida análoga a uma bactéria ou a uma fruta em crescimento, uma abordagem moral e filosófica mais responsável seria ver aquilo que está dentro do útero como sendo aquilo que realmente é: um ser humano em desenvolvimento.
(...)
Aqui se ignora o fato de que dentro da mãe jaz uma entidade que é completamente distinta dela. (O argumento de que o aborto é legítimo pois a criança depende da mãe para sua sobrevivência não precisa ser limitado ao útero; ele pode facilmente ser estendido a crianças recém-nascidas e até mesmo a incapacitados e idosos). Portanto, está havendo uma troca de liberdades e direitos. A mãe está ganhando direitos e privilégios especiais ao mesmo tempo em que a criança está perdendo seus direitos. Um lado está ganhando à custa do outro. Esse arranjo em nada difere das várias outras invenções esquerdistas e estatistas que prejudicam alguns para o benefício de outros.
(...)
Ao dar às mães o direito aprovado pelo estado de terminar uma gravidez está-se ignorando os direitos e interesses das outras partes envolvidas na questão. Primeiro, essa medida anula completamente o poder de decisão do homem na questão (ainda que reconhecidamente a maioria dos homens que engravidam essas mulheres nada mais são do que "doadores de esperma", por assim dizer, mas esse nem sempre é o caso). Segundo, há uma anulação completa da vida da criança em gestação, em meio a evidências cada vez mais conclusivas de que aquilo que está no útero é de fato uma vida. Mas como esse bebê foi concebido em um momento inoportuno, azar o dele. Ele simplesmente não tem direitos.
Já é hora de os defensores da liberdade e da responsabilidade pessoal colocarem mais pressão sobre as pessoas promíscuas e sexualmente irresponsáveis para que elas tomem medidas adequadas para evitar a gravidez. É moral e intelectualmente injusto fazer com que uma criança indesejada carregue o fardo pelas ações irresponsáveis de terceiros. Trata-se de uma liberdade seletiva, que utiliza agressão contra crianças indefesas.
Isso nos leva à consideração final: o aborto viola o princípio da não-agressão. A mãe (ou os pais), normalmente como resultado da própria irresponsabilidade, toma (tomam) a decisão unilateral de acabar com uma vida. A criança obviamente não tem voz nessa questão. Os pais abortistas e o estado tomam a decisão pela criança, e prematuramente terminam sua vida."

Ron Paul é médico e congressista republicano do Texas.

Stenio Guilherme Vernasque.
CREMESP 86896

Referências:

1- Herbert Spencer, Social Statics: or The Conditions essential to Happiness Specified and the First of them Developed, John Chapman, London, 1851, Part III, Chapter XXVIII, 4

2- Galton, Francis. Inquiries into human faculty and its development. New York: AMS Press, 1973.

3- Âmbito Jurídico

4- Instituto Mises Brasil

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Tratamento biomecânico da Coluna Vertebral


Capítulo 1 - A Avaliação Inicial

Capítulo 2 - O Tratamento da Crise Aguda

Capítulo 3 - A Reeducação Postural Global

Capítulo 4 - O Pilates, A Natação, A Hidroginástica, Mudanças dos Hábitos de Vida (em construção)

Capítulo 5- Um Relato de caso e Considerações Finais (em construção)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dica de Filme - Blood Money - Aborto Legalizado


A Europa Filmes e a Estação Luz Filmes lançam a partir de São Paulo, em dia 5 de novembro, com uma série de avant premières, o documentário “Blood Money – Aborto Legalizado”, uma produção norte-americana independente, assinada pelo diretor David Kyle. Após o lançamento em São Paulo, têm início roadshows de pré-estreias, incluindo o Rio de Janeiro (6), Goiânia (7), Brasília (8), Belém (9), Curitiba (11), Salvador (12), Recife (13) e Fortaleza (14). Nestas cidades, Kyle falará de sua primeira incursão no cinema com esse documentário polêmico, que está se tornando um cult pelo realismo e crueza com que trata o tema e pelas denúncias que faz. O filme de 75’ entra em cartaz nos cinemas a partir de 15 de novembro. 

Segundo Luís Eduardo Girão, diretor da Estação Luz Filmes, que adquiriu os direitos de distribuição no Brasil, o filme “Blood Money – Aborto Legalizado”, pretende atrair o público brasileiro, pois disseca o tema, revelando a experiência prática em um país onde o aborto é legalizado há 40 anos. ”Apesar de mais de 70% da população brasileira serem contra a legalização do aborto, de acordo com os principais institutos de pesquisa do país, o tema gera polêmica, causa grande interesse e esclarece o assunto sob vários aspectos. Por isso esperamos que provoque repercussão, levando ao amadurecimento deste necessário debate no Brasil, onde ainda teimamos em tratar o aborto com hipocrisia”, diz Girão. 

O documentário de Kyle trata do funcionamento legal desta indústria nos Estados Unidos, mostrando “de que forma as estruturas médicas disputam e tratam sua clientela, os métodos aplicados pelas clínicas para realização do aborto e o destino do lixo hospitalar, entre outros temas, de forma muito realista”, conta Girão. 

O filme também faz denúncias como a prática da eugenia e do controle da natalidade por meio do aborto e trata aspectos científicos e psicológicos relacionados ao tema, como o momento exato em que o feto é considerado um ser humano e se há ou não sequelas para a mulher submetida a este procedimento.
“Blood Money – Aborto Legalizado” traz, ainda, depoimentos de médicos e outros profissionais da área, de pacientes, cientistas e da ativista de movimentos negros dos EUA, Alveda C. King, sobrinha do pacifista Martin Luther King, que também apresenta o documentário. Dra. Alveda é envolvida em discussões sobre o mecanismo de controle racial nos EUA – o maior número de abortos é realizado nas comunidades negras. 

Segundo o diretor da Estação Luz Filmes, o amplo esclarecimento que o documentário oferece foi o que motivou sua produtora a assinar contrato com Kyle para adquirir os direitos de distribuição no Brasil. “É a primeira vez que o cinema trata o assunto desta forma, tirando-o da invisibilidade em um momento em que a mídia brasileira começa a discutir o assunto com coragem e com a importância que merece. Acreditamos que vá atrair diversos segmentos sociais e pessoas sensíveis a essa questão, sejam elas contra ou a favor da legalização do aborto no Brasil”.

Assista o trailler:


Exibições e outras informações no site oficial, click AQUI

NOTA: Esse site deixa clara sua posição pró Vida, ou seja, contra o Aborto.

Médicos sem REVALIDA - ENTRE O ACORDO DE D'ÁVILA E A RENÚNCIA DE BLEY – OS CHEFES.




Meus caros e decepcionados colegas de profissão, hoje quero dirigir algumas palavras àqueles inúmeros esquecidos e grandes responsáveis pelo dia-a-dia do funcionamento desse dinossauro chamado Sistema Único de Saúde (SUS). Refiro-me aqui a essas pequenas ratazanas...seres não tão decentes o suficiente para serem chamados de “médicos”, nem tão corruptos o necessário para entrarem de vez na política. Eu aqui escrevo para essa legião de gestores, secretários da saúde e médicos-chefes em cargo de comissão.

Eu aponto nessas linhas todas as “gerências”, “núcleos”, “coordenações” e “assessorias” e invoco a presença daqueles espíritos medíocres, daquelas almas menores que, sempre chegando atrasadas ou saindo antes, habitam os hospitais, postos, ambulatórios e pronto-atendimentos desse país: vocês hoje hão de ser meu alvo!

Conhecemos todos o seu relativismo de valores, suas frases chavão e seus raciocínios hipócritas. Não há um só de vocês que não administre suas unidades com lemas como “isso sempre foi assim” ou “eu não sabia de nada”. Pressionados por algum colega a tomar decisões nas reuniões de serviço argumentam que o “importante é ficar bom para todo mundo”.. Pois bem, digo eu: vocês, seus desgraçados, são a verdadeira miséria da nossa profissão! Vocês são filiados ao PIP (Partido do Interesse Próprio) e não tem qualquer escrúpulo quando se colocam perante vocês os dilemas entre a honra de um colega e a “função gratificada” no seu contracheque.
São vocês, seus parasitas, que levaram – com seu egoísmo e indiferença – a medicina brasileira ao ponto que chegou. D'Avila não é causa mas sim consequência da passividade da nossa classe. Em cada secretário da saúde, em cada chefe de serviço há um presidente do CFM pois cada um de vocês – digo eu – não guarda um mínimo de decência nem respeito pela profissão ao aceitar intermediar a relação de trabalho de seus colegas com o governo mais podre de toda história brasileira.



Entre o acordo de D'Avila e a renúncia de Bley, está essa zona de penumbra..esse mundo de relativismo e de ânsia por parecer democrático...onde o reino da ralé, o paraíso dos medíocres acolhe de portas abertas a todos vocês..
Nenhuma receita estrangeira com superdosagem, nenhuma medida provisória ou demissão injusta de colega os comove... Suas viagens para Miami estão programadas...seus apartamentos, novos e comprados na planta, estão para ser mobiliados, seus casamentos já terminaram e novas “paixões” já surgiram...há um novo carro na concessionária para fazer o “test drive”, não há ? Tudo isso, toda essa indiferença nada mais é do que o egoísmo dos canalhas, a ambição dos astutos e a estratégia dos covardes..
Jamais, em momento algum, eu vou lhes dar paz! Não permitirei a hipocrisia de acusar os bandidos petistas como autores da ideia do “mais médicos” sem a colaboração de vocês. Conheço vocês desde os anos de faculdade ! A mim não irão enganar!
Cada vez que um de vocês ouvir falar do “acordo de D'Avila” ou da “renúncia de Bley” saibam que não são capazes da covardia do primeiro nem da coragem do segundo. Vocês são criaturas intermediárias que habitam esse mundo das sombras onde não há coragem para sair à luz nem para viver eternamente na escuridão. Vocês, seus infelizes, são os chefes...Deus me livre de chamá-los de colegas !


Escrito pelo Dr Milton Simon Pires
Original do Blog ATAQUE ABERTO

Médicos sem REVALIDA - A Gastança com o Governo de Cuba e as misérias do SUS




Para os fanáticos que ainda defendem veementemente a "necessidade" do Brasil importar médicos estrangeiros. Uma historinha do cotidiano de consultório:

Acabo te atender aqui um paciente de 70 anos, que faz acompanhamento comigo por Hérnia de Disco Lombar. 
Sabe-se hoje em dia que o tratamento não invasivo e biomecânico da coluna vertebral consegue resultados excelentes, sem a necessidade de uso crônico de nenhuma medicação. Para isso são necessários cuidados cotidianos com a postura vertebral, com a mudança dos hábitos de vida e evitar fatores agressores ao quadro clínico. 
Esse paciente, apesar da idade e da lesão vertebral, vinha muito bem, sem uso de medicação, apenas com as medidas biomecânicas.
Ele mora em uma pequena cidade vizinha da região (o paciente me pediu para não detalhar onde com medo de represálias - olhem aonde chegamos). 

Pois bem, além de tratar-se comigo, faz tratamento oftalmológico pelo SUS no Hospital da UNESP Botucatu (excelente referência). 
Porém, o transporte de seu município de origem à Botucatu (cerca de 2 horas de viagem) foi feito com ambulâncias de "pequeno porte", diferentes dessas aí da foto (Parati, Space Fox, entre outras ditas "peruas" ou Space Wagon). Esse tipo de transporte já não seria adequado nem se fosse feito só com o paciente na maca e uma acompanhante, visto a impossível acomodação minima dentro do veículo. Pior ainda, essas prefeituras acumulam 5 pacientes e os coloca na parte traseira do veículo e fazem o transporte (que por sinal é irregular - transporte coletivo somente deve ser feito em ônibus, micro ônibus ou vans). 
Resumindo, o "governante" trata seus eleitores e "contribuintes" verdadeiramente como porcos (sim, é essa a palavra mesmo), empilhando-os dentro de um veículo que não é destinado para esse tipo de serviço. E vocês sabem que a Polícia Rodoviária nem se atreve a parar uma ambulância, ou seja, sem chance de fiscalização. 

Resultado, 2 dias após a "viagem", o paciente vem aqui com crise aguda de Lombociatalgia pela péssima acomodação em uma viagem dessas.

Parabéns aos nossos governantes por tratarem seus eleitores e contribuintes como PORCOS (sim, porque uma pequena ambulância carregando empilhados no compartimento traseiro 5 pessoas, mais me parece com um chiqueiro).

Parabéns a você que defende que as misérias do SUS devem ser atribuídas aos 400 mil médicos brasileiros, e não à completa falta de estrutura mínima e a completa falta de vergonha e de caráter de quem gerencia isso.

Parabéns ao SUS por fazer mais e mais vítimas a cada dia.
Enquanto isso (na foto) vemos onde o descaso com o dinheiro público vai parar.

Chega de hipocrisia, mentiras e populismo. A realidade da saúde pública brasileira é essa, e não a história da carochinha contada pelo Ministro da Saúde (ou seria da doença). E isso tudo acontecendo aqui no interior de SP.....imagina nos chamados "confins" do Brasil.
Paulistas: Muito cuidado ao eleger o Padilha governador de SP ano que vem. As coisas (com o PT em cena) sempre podem piorar, e muito!

Médicos sem REVALIDA - As aberrações



Acima 3 imagens...

A primeira, um encaminhamento de um médico sem REVALIDA do programa "Mais Médicos" solicitando uma consulta com um "clínico"....
Mas como assim......este médico deveria ser o clínico do local. Então para que serve essa gastança toda de dinheiro enviada a OPAS de Cuba?


A segunda, uma receita do antibiótico AZITROMICINA, cuja posologia é de apenas uma tomada diária usualmente por 3 dias apenas, devidos seus efeitos extremamente tóxicos ao organismo.
Na receita está prescrita com 3 tomadas diárias e por 8 dias seguidos.

A terceira, uma receita com uma sub dose de antibiótico (amoxacilina) associada a uma dose plena de dexametasona (corticóide). 

Resultado....um fígado frito por overdose de azitromicina, e uma bactéria ultra resistente pela surreal associação de sub dose de amoxacilina com corticóide em dose plena.....
Vai ser preciso morrer gente pra o povo acordar com essas medidas absurdas.

Tomara que não seja ninguém de suas famílias, porque os idealizadores do programa mais médicos (PT) são usuários do Hospital Sírio Libanês e não estão nem um pouco preocupados com sua saúde, mas sim preocupados apenas em se manter no poder.

Médicos sem REVALIDA - Um depoimento de um usuário do SUS



Acabei de atender um paciente aqui no consultório, e durante a consulta papeamos um pouco, pois ele queria me pedir algumas opiniões à respeito do irmão dele que faz tratamento de um câncer cervical em Jaú no Hospital Amaral Carvalho (referência regional em Oncologia).
Depois do relato dele eu gostaria de ter filmado tudo o que ele disse, pois ele resumiu tudo que sempre dissemos aqui.
Disse que sempre foram muto bem atendidos pelo colega médico que cuida do caso, ao ponto de observarem sua presteza no atendimento (SUS), boa vontade, mas sempre com estrutura horrível, incluindo o local de atendimento.
A percepção (apesar da simplicidade do paciente) é tão detalhada, que resumiu assim:
"Não conseguia acreditar que um médico tão bom e simpático pode se sujeitar a trabalhar num local tão medonho como este."
Aí ele me disse que queria vender a casa e poder transferir o paciente para o setor particular (olhem que não houve nenhuma sugestão ou ingerência do colega médico de lá nesse assunto).
Me disse ainda:
"Aí vem aqueles caras de pau do governo dizerem que faltam médicos."
Ou seja, a percepção da população (incluindo os mais humildes), começa a emergir em meio a tanta mentira e truculência.
Enfim......daria um belo depoimento, se tivesse filmado

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Um buraco se abre no chão de novo - Médicos sem REVALIDA




"Hoje cuidei de uma iatrogenia Cubana em BH. 

Paciente de 36 anos, sexo feminino, iniciara na 5ª feira dor epigástrica em queimação, com comparecimento no Centro de Saúde de Cidade ha 200 km de BH, na qual ha 2 semanas atende medica cubana. Fora-lhe prescrito leite de magnésia. 

Na sexta-feira retorna com dor abdominal difusa. Fora-lhe agora prescrito aveia (para intestino preso), luftal para gases e buscopan composto. No sábado inicia febre, calafrios, mialgia, adinamia e piora da dor abdominal, Novamente, atendido, mas foi-lhe prescrito 1 ampola de benzetacil em cada glúteo. 

Comparece hoje em choque séptico, trazido pelo tio de carro, apos 3 horas e 30 minutos de viagem. 

Na admissão: sudorese pegajosa, PA: 90X50 mmhg FC: 126 FR: 32. Resgate no PS com medidas de urgência com entubação endotraqueal. 

TC de abdome: evidencias de colecistolitiase + colecistite aguda. US de vias biliares. Coledolitiase + sinais de colangite."

Dr Alexandre Barbosa Andrade.




Observação: Com objetivo de não atrapalhar nos procedimentos legais, a família pediu segredo (por isso os dados do paciente e do médico em questão estão preservados). Todos conhecem as cidades do interior no Brasil. Um prontuário pode ser reescrito (palavras da família). Quando o processo andar, apos a justiça pedir a perícia do documento original a família liberará inclusive a publicação de documentos.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Tratamento Biomecânico da Coluna Vertebral - parte 3 - A Reeducação Postural Global (RPG)



Reeducação Postural Global (R.P.G) é uma técnica da Fisioterapia desenvolvida na França por Philippe Emmanuel Souchard a partir do trabalho de Françoise Mézières e de vários anos de estudos e pesquisas em biomecânica e física.
Consiste em ajustamentos posturais para reorganização dos segmentos do corpo humano, através do alongamento do tecido muscular retraído, a fim de permitir a reorganização das miofibrilas e o reequilíbrio dos músculos que mantêm a postura. Além disso, produz também a liberação das fáscias, tecido conjuntivo, pela aplicação do princípio de "fluagem". É um método de tratamento fisioterapêutico, utilizado em vários países por fisioterapeutas com especialização na área.

Introdução


Num esforço constante contra a gravidade, o corpo se defende para compensar deficiências de equilíbrio ou dores, além disso, o estilo de vida sedentário e estressante apresenta-se como fator agravante, desencadeando em todos os sistemas corporais um mal funcionamento e gerando tensões e retrações, tudo isso fortemente associado com alterações comportamentais e emocionais, formando assim uma estrutura complexa e inespecífica.
O homem passou, então, a assumir posturas cada vez mais prejudiciais ao corpo, como também se distanciou de si mesmo, deixando sempre para segundo plano o seu autocuidado. Com isso, observa-se um considerável aumento de várias doenças, dentre as quais as musculoesqueléticas. Entretanto, é possível resgatar o autocuidado, pois o corpo humano tem uma grande capacidade de plasticidade e reestruturação, os profissionais da fisioterapia têm buscado oferecer abordagens terapêuticas qualitativas e globalistas. 



O R.P.G trabalha com os seguintes princípios:

Globalidade: Preocupa-se com a totalidade do corpo, intervindo em todos os compartimentos corporais ao mesmo tempo e estabelecendo correlações entre os mesmos, buscando corrigir tudo que é patológico e que se afasta da fisiologia normal.
Individualidade: Analisa e trata cada indivíduo em relação a suas manifestações, que são pessoais e únicas.
Causalidade: Busca tratar, não os sintomas, mas as suas causas, no processo terapêutico.
Mediante uma avaliação qualitativa investigam-se, inicialmente, as tensões neuromusculares e as mudanças funcionais e estruturais. Em seguida, empregam-se posturas de alongamento muscular ativo e progressivo associados com a respiração e técnicas específicas, visando colocar em evidência as tensões musculares. Restabelece-se, assim, a harmonia entre os músculos e, conseqüentemente, promovendo-se um relaxamento, já que se interrompe o ciclo de desenvolvimento de tensões e dores.
O RPG traz soluções para prevenir, curar e remediar os desvios posturais, as deformidades e as disfunções causadas por eles. Procura corrigir o mal uso que os indivíduos fazem de seus músculos ossos e articulações, restituindo a boa morfologia. Como resultado, recupera a função e os movimentos corporais se tornam mais integrados, harmoniosos, perceptíveis e conscientes.


Dentre as alterações posturais que o R.P.G trata, estão as mais comuns:


ESCOLIOSE: 
Escoliose é uma curva anormal na coluna vertebral, diagnosticada através de testes clínicos e da análise de Raio-X, no qual se verifica uma curvatura da coluna vertebral em pelo menos 10 graus. O desvio tridimensional que caracteriza a escoliose significa que a coluna se torce para os lados, para frente e para trás, e em volta do seu próprio eixo.
A escoliose é uma doença que surge mais comumente nas crianças, desde o primeiro ano de vida até a adolescência. Porém, existem escolioses que surgem no adulto e no idoso. A observação da coluna vertebral da criança é importante para verificar se existe curvatura, diagnosticar a doença e iniciar o tratamento.
Cerca de 70% dos casos de escoliose não têm causa aparente, são as chamadas escolioses idiopáticas. É mais frequente nas meninas que nos meninos.
O tratamento da escoliose depende de diversos fatores, dentre eles: idade, flexibilidade e grau de angulação da escoliose.

HIPERCIFOSE:
As cifoses  são curvaturas primárias, desenvolvidas na fase embrionária do indivíduo, que podem sofrer deformações devido à má postura, gerando a hipercifose, uma patologia considerada típica da adolescência e de pessoas introspectivas. Isso ocorre porque a postura incorreta causa uma curvatura acentuada na coluna, deixando o indivíduo com os ombros projetados para frente e o dorso arredondado.
O indivíduo com hipercifose possui um arqueamento das costas, que surge gradativamente, com ou sem dor, fadiga, sensibilidade e rigidez da coluna vertebral. A hipercifose torna os músculos da região torácica fortes e curtos, o que ocasiona o surgimento da corcunda.
As causas principais são a má postura, a doença de Scheuermann, problemas neuromuscular  ou congênitos, problemas inflamatórios causados por Osteomielites, e pós traumas oriundos de fraturas e osteoporose.O diagnóstico é feito por exame clínico e confirmado através do Raio-X.


HIPERLORDOSE:
Esta alteração postural corresponde a um aumento excessivo da(s) convexidade(s) da coluna vertebral normal, fisiológica. Elas podem ser encontradas tanto nas vértebras cervicais quanto nas lombares, apresentando com isto sintomatologias diferentes.
A hiperlordose lombar é atribuída à retração de cadeias musculares importantes do nosso corpo. Estas retrações musculares podem causar ao longo dos anos alterações ósseas (osteoartroses podendo haver osteófitos, popularmente conhecidos como "bicos de papagaio"), articulares (podendo envolver a coluna, quadril, joelhos, pés...) e também a nível dos núcleos pulposos (protusões discais ou hérnias de disco). 
A má postura é um fator importante na formação da hiperlordose, já que atinge principalmente as mulheres, acostumadas ao uso do salto e a práticas físicas como o balé. As gestantes, na tentativa de compensar o peso da barriga, jogam a coluna para trás, assumindo assim uma postura incorreta, o que faz com que a lordose torne-se acentuada, uma vez que após o parto a musculatura permanece flácida e acaba por dificultar o retorno à postura correta.
Outro vilão que leva a mulher à hiperlordose é o culto ao corpo, em especial ao bumbum. Exercícios feitos inadequadamente, com o intuito de trabalhar a região glútea, sobrecarrega a musculatura lombar.

HÉRNIA DE DISCO:
A palavra hernia significa projeção ou saída através de uma fissura ou orifício, de uma estrutura contida. O disco intervertebral é a estrutura cartilaginosa que fica entre uma vértebra e outra da coluna vertebral. Ele é composto de uma parte central, chamada núcleo pulposo ou liquido viscoso, de uma parte periférica composta de tecido cartilaginoso chamado anel fibroso e de uma parte superior e inferior chamado placa terminal. Portanto, a hérnia de disco é a saída do liquido pulposo através de uma fissura do seu anel fibroso.
A extrusão do núcleo pulposo pode provocar uma compressão nas raízes nervosas correspondentes a hernia de disco ou a protrusão. Esta compressão poderá causar os mais diversos sintomas, os mais comuns são dores localizadas nas regiões onde existe a lesão discal, podendo estas dores serem irradiadas para outras partes do corpo. Quando a hérnia é na coluna cervical as dores se irradiam para os braços, mãos e dedos. Se a hérnia de disco é lombar, as dores se irradiam para as pernas e pés. O paciente pode também sentir formigamentos e dormência nos membros. Nos casos mais graves, pode haver perda de força nas pernas e incontinência urinária.


DOR CIÁTICA:
A dor ciática é uma dor persistente ao longo do nervo ciático, que se inicia na região lombar, passa pelas nádegas e vai até a parte mais baixa de uma ou duas pernas. Este é o nervo mais longo do corpo. A dor aparece quando este nervo está irritado através de uma inflamação, por uma compressão externa, pelo deslocamento do disco intervertebral, pela hérnia de disco na coluna lombar ou por uma contratura do músculo piramidal.
Os sintomas são pinçadas ou espasmos de dor na parte baixa da coluna e ao longo do nervo ciático, que percorre pela parte profunda da coxa e/ou superficial da perna indo até o pé. A dor geralmente é sentida como uma pontada ou uma queimação. Às vezes, começa gradualmente, piora durante a noite e é agravada pelos movimentos. A dor ciática também pode causar formigamento, parestesias (baixa sensibilidade) ou fraqueza nos músculos da perna afetada.

Pode ser causada por traumatismo, hérnia, ruptura ou desvio dos discos que se encontram entre as vértebras lombares L4, L5 e S1, espasmo ou fadiga do músculo piramidal.

O exame clínico é fundamental para o diagnóstico da dor ciática, pois existem testes físicos suficientes para comprovação da dor ciática.

TRATAMENTO GLOBALIZADO:
O R.P.G. trabalha no paciente através das cadeias musculares, ou seja, enxerga corpo como um todo, não trabalha estruturas isoladas. Buscamos através de uma avaliação minuciosa identificar todos os desvios posturais e as musculaturas comprometidas e assim montar um tratamento individualizado através de liberações miofasciais, alongamentos, liberações neuromusculares e posturas. A avaliação é feita toda sessão buscando assim identificar as melhoras das sessões anteriores.
Os movimentos de mobilização articular são realizados através de pequenas trações manuais e deslizamento entre as estruturas e podem diminuir a dor, o espasmo muscular e o edema, melhorando, dessa maneira, a mobilidade sem alongar os tecidos. A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro. Elas atuam restaurando e mantendo o funcionamento normal e indolor das articulações com hipomobilidade reversível e podem retardar a hipomobilidade progressiva.
Na sequencia trabalha-se as posturas para o fortalecimento, equilíbrio e alongamento principalmente da musculatura posterior do corpo, quem tem algum tipo de lesão não pode, de forma alguma, realizar o método sem o acompanhamento de um fisioterapeuta com especialização em RPG. A partir da análise das sete zonas do corpo - cervical, ombros, dorsal, lombar, quadris, joelhos e pés - e dos sintomas relacionados pelo paciente, o profissional indica os exercícios de respiração e as posturas a serem seguidas. O tratamento se baseia em 8 posturas para cada grupo muscular. O paciente assume uma posição que deve ser mantida por um tempo pré-determinado (com treino, a pessoa se acostuma a ficar no "encaixe" certo por minutos). A postura será indicada de acordo com a patologia do indivíduo, isto é, o método é personalizado. As posturas nada mais são que movimentos lentos, graduais e progressivos que duram, em média, 20 minutos cada.
O objetivo é alongar e descomprimir o corpo, permitindo que os músculos se automatizem a ficar nas posições fisiologicamente corretas. Dessa forma podemos nos manter em posturas adequadas sem o esforço que você deve estar fazendo agora, tentando manter a postura correta. 

As Posturas são: Rã no chão (braços fechados), postura rã no chão (braços abertos),  
postura em pé conta a parede, postura em pé no centro, rã no ar (braços fechados), postura rã no ar (braços abertos), postura sentada, postura em pé inclinando para frente. 




Dra Aline Pelegatti Torin de Moraes
Fisioterapêuta
CREFITO - 132866-F

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Tratamento Biomecânico da Coluna Vertebral - parte 2 - O tratamento da crise aguda



O início do tratamento inicial (ou agudo) da coluna vertebral visa a melhora breve da dor referida pelo paciente.

Tratamento medicamentoso

O uso de medicações de qualquer tipo deve ser avaliada de acordo com os riscos inerentes à idade do paciente, outras morbidades presentes, contra indicações medicamentosas (ou interação medicamentosa), presença de diabetes, cardiopatias, infecções (bacterianas, fúngicas ou virais).
Durante a anamnese obtém-se esses dados em detalhes.

1- Anti inflamatórios não hormonais (AINH):

O uso dessa classe de medicamentos é o mais frequente no PA, PS e até nos ambulatórios de ortopedia.
Sua eficácia depende da indicação precisa, em relação ao tipo de dor e suas causas.
Cuidados: Nefrotoxicidade, Gastrotoxicidade.

2- Anti inflamatórios Hormonais, ou Corticóides

O uso de corticóides também é frequente e necessário na vigência de quadros dolorosos mais importantes e com a presença de compressões de estruturas neurais.
Cuidados: nefrotoxicidade, gastrotoxicidade, efeitos diabetogênicos, Cushing farmacológico, presença de infecções fúngicas ou virais, cardiopatias que reagem mal ao hormônio do stress, dentre outras.
NOTA: sobre o efeito diabetogênico, e a presença do Diabetes mellitus, há extrema controvérsia de condutas.
Aqui, embasados na literatura vigente e observando todos os detalhes inerentes ao estado geral do paciente, optamos sempre pelo não uso de corticóides ou o uso de DEFLAZACORTE (com menor efeito diabetogênico).

3- Relaxantes Musculares

Se durante o exame físico você notou contraturas musculares, paravertebrais "endurecidos", pode-se usar essa classe de medicamentos:
-ciclobenzaprina
-carisoprodol
-Baclofeno
-Tiocolchicosido

4- Anti neuríticos:

A maioria destes medicamentos é a base de vitaminas B1 (tiamina), B6 (piridoxina), B12 (ciano/hidroxi cobalamina).

A tecnologia farmacêutica atual mostra que mais efetiva medicação nesses casos é a associação fosfato dissódico de citidina, trifosfato trissódico de uridina, acetato de hidroxocobalamina (ETNA).

5- Drogas de ação neurotransmissora

São basicamente duas:
- Gabapentina
- Pregabalina

6- Analgésicos Opiáceos:

-tramadol
-codeína
-MEPERIDINA
-Morfina

7- Infiltrações peri durais com corticóides e anestésicos

De uso reservado a casos incoercíveis, onde não se quer lançar mão de procedimentos cirúrgicos imediatos.



Tratamento Fisioterápico:

A fisioterapia tradicional, analgésica pode ser extremamente útil, porém aqui damos preferência ao tratamento por Osteopatia, com resultados muito mais rápidos, efetivos e que produz já o início do tratamento biomecânico da coluna. Os alongamentos são essenciais no tratamento da dor aguda

Em partes, a ergonomia, posturologia, repouso, fazem parte das orientações durante a consulta médica ou durante o tratamento fisioterápico.
Não vou detalhar esse item, visto se tratar de outra área de atuação profissional.


O Tratamento Biomecânico da Coluna Vertebral - parte 1 - A avaliação inicial



Introdução

A coluna vertebral é, com certeza, a sede da maior quantidade de queixas que levam o paciente ao consultório do ortopedista.
Cabe a este artigo demostrar que o tratamento não operatório (ou conservador) pode ter bons resultados em relação às limitações provocadas por quaisquer tipo de lesão vertebral.
De forma imperativa, a avaliação inicial deve ser feita de forma meticulosa e completa, visto que além dos aspectos estruturais da lesão vertebral, serão levados em conta os aspectos biomecânicos, tais com postura corporal, índice de massa corporal (IMC), ergonomia, cotiano profissional e social, entre muitos outros.
Evidentemente isso começa na consulta inicial. Os sintomas das patologias da coluna vertebral são, em sua maioria, tão evidentes, que a inspeção já é um bom começo para sua avaliação.
Como o paciente chegou? andando normalmente, ou com dificuldade, ou nem andando (maca)? Qual a atitude do tronco em relação aos membros inferiores ou superiores?
O relato do paciente deve ser ouvido com detalhes: quando começou a dor, onde é exatamente a dor, se há irradiação, se há paresias ou parestesias, quais os fatores de piora (ou melhora). Com é seu cotidiano (profissional e social), e qual a influência dessa limitação em relação a ele. Se há febre, inapetência.
É importante também abordar o paciente de forma holística, questionando sobre outras morbidades, tratamentos, medicações em uso, dieta, qualidade do sono, etc.

O Exame Físico

O exame físico começa com o paciente levantando da cadeira, observando todas as suas limitações e atitudes corporais.
Se for possível (altamente dependente da intensidade da dor do paciente), mantenha o paciente em posição ortostática e observe sua coluna em posição neutra. Observe se há escoliose, cifose, hiperlordose.
Observe as assimetrias corporais. Ainda se for possível, observe a marcha do paciente.
Ainda em ortostatismo, observe os músculos paravertebrais em relação aos processos espinhos das vértebras. Observe abaulamentos, retrações. Observe os ombros e os quadris e se há assimetrias.
Muitas outas alterações podem ser observados na inspeção, cabe ao examinador ser detalhista.
Ainda em posição ortostática, pode-se iniciar a palpação de toda região vertebral e paravertebral.
Palpar processos espinhosos, músculos, as escápulas, os quadris. Procuramos por pontos dolorosos, ou outras alterações sensíveis ao toque das mãos do examinador.
Cabe ao examinador avaliar a possibilidade de outras patologias não vertebrais e seu diagnóstico diferencial (exemplo: nefrolitíase e um simples exame de punho-percussão).
Mobilize, se possível, a coluna lateralmente, ântero-posteriormente, e perceba se há dor, limitações ou outras queixas.
Tente mover os membros superiores e estabelecer se existe relação ou não com a queixa do paciente.
Com o paciente sentado na maca (ou divã), tente iniciar seu exame neurológico, seja em relação aos membros superiores (coluna cervical) ou os membros inferiores (coluna lombar). Tente notar alterações sensitivo-motoras, reflexos, assimetrias, limitações, impotências, fasciculações, movimentos involuntários, etc.
Os testes de compressão neurítica são de suma importância (cervical ou lombar). Classicamente o teste de LASEGUE é ensinado nas universidades com o paciente deitado em decúbito dorsal. Com o quadro doloroso exuberante, pode-se proceder ao teste com o paciente sentado, provocando o reflexo de estiramento ciático na extensão máxima do joelho.
Nessa altura da avaliação, o examinador já deve ter uma boa ideia do diagnóstico, e os exames mais específicos serão guiados por essas suspeitas.
Observe se há alterações distais dos membros que denotem cronicidade em lesões neurológicas (neuropatias), tais como dedos em garra, cavo plantar muito aumentado, etc.


Exames de imagem

A propedêutica ortopédica, com certeza, torna indispensável a realização dos exames de imagem, seja Radiografias, Tomografias, Ressonância Magnética, etc.

No RX, procuramos alterações ósseas, desvios de eixo da coluna vertebral, deslizamentos (listeses), fraturas (traumática ou não: lises). Deve-se procurar também alterações aberrantes que denotem tumores, anomalias estruturais inatas, etc.



A Tomografia simples, além de reafirmar os dados radiográficos, pode mostrar deslocamentos discais mais visíveis. e lesões de partes moles adjacentes à coluna ou à medula espinhal.


A Tomografia Multislices é mais detalhada, e os deslocamentos discais e lesões de partes moles são mais visíveis. A reconstrução de imagem helicoidal da coluna é útil principalmente na programação da própria biomecânica do tratamento.



A Ressonância Nuclear Magnética é o exame com maior capacidade diagnóstica em todos seus detalhes.
Sejam lesões ósseas ou de partes moles.






É importante salientar que nem sempre estes exames estarão à disposição do examinador na sua avaliação inicial. E ao solicitar um exame, deve-se prever seu prazo de realização e entrega, visto que estamos tratando de quadro doloroso, onde muito provavelmente será necessária ser procedido o tratamento medicamentoso ou fisioterápico inicial com um diagnóstico mais generalista, até ter acesso aos exames.

Outros exames podem ser importantes no auxílio diagnóstico:
-Eletroneuromiografia
-Mielografia (não se usa mais)

LINKS Úteis para mais informações:

Dor lombar

Dor lombar/diagnóstico

dor cervical

Hérnia de disco

Hérnia de disco cervical


domingo, 10 de março de 2013

O Sistema Público de Saúde



"O Brasil está perto dos 200 milhões de habitantes, com cerca de 150 milhões dependendo exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Quem pode paga um plano de saúde. Atualmente, ter assistência médica privada é o segundo "objeto de desejo" do brasileiro, perdendo somente para a casa própria.

Esse anseio tem várias explicações. Uma importante é que o SUS projetado, concebido e desejado é bastante diferente daquele com que nos deparamos no cotidiano. O governo tenta explicar que é por causa da falta de médicos, porém precisa ser claro com a população e dizer, por exemplo, quanto o SUS paga por uma consulta de um pediatra, de um ginecologista (menos de R$ 3). O povo precisa saber, ainda, quanto o SUS paga por uma cirurgia de adenoide-amígdala (R$ 183,41), para retirar o apêndice (R$ 161,03) - esses valores incluem cirurgião, assistente e anestesiologista -, para uma curetagem uterina (R$ 67,03), para uma ultrassonografia abdominal (R$ 24,20), para um raio X do tórax (R$ 14,32).

O governo precisa dizer em quantas cidades não se consegue fazer um hemograma ou uma ultrassonografia de qualidade. Aí, sim, dizer de quantos médicos o Brasil precisa, em quais especialidades/áreas do conhecimento, para trabalhar onde, em que condições e com qual remuneração.

Temos quase 400 mil médicos no Brasil, que se concentram nas capitais e nas grandes cidades. Isso não é responsabilidade dos médicos nem da comunidade. É consequência da inoperância do governo, que não cria condições adequadas de trabalho em vários municípios e não paga salários dignos, com vínculo formal de trabalho. Governos das três esferas: municipal, estadual e federal.

Não adianta as prefeituras aqui e acolá acenarem com salários atraentes, porém sem adequadas condições de trabalho e sem vínculo formal de trabalho. Querem um médico missionário que se mude para uma localidade onde não terá estrutura adequada para atender a população, sem equipamentos para auxiliá-lo quando necessário, sem uma equipe multiprofissional e, muitas vezes, solitário. Ele não terá boa escola para seus filhos nem facilidades para se manter atualizado.

Fala-se que vem aí mais um pacote governamental, ampliando vagas nas escolas médicas existentes, criando mais escolas e abrindo as fronteiras para que profissionais formados no exterior venham trabalhar no País sem que atestem estar aptos a atender a população, por meio de um exame nos moldes do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida).

Precisamos comprovar seus conhecimentos, habilidades e atitudes, para que não ponham em risco nossos cidadãos, principalmente os mais carentes. Será que o governo tem noção de que está criando a medicina dos pobres? Quem vai ser atendido pelos médicos formados fora do Brasil, nas cidades de difícil acesso e provimento? Fazem comparações absurdas, citando número de médicos estrangeiros nos EUA, no Canadá, na Inglaterra. Para os desavisados, nesses países os estrangeiros costumam ser recrutados, convidados, pois se destacam em suas respectivas áreas, são os melhores. Vamos trazer de volta ao Brasil os inúmeros bons médicos brasileiros que trabalham nos EUA, no Canadá, na Inglaterra. O governo oferece aos médicos daqui o mesmo que está a oferecer aos formados fora? Qual a oferta?

O governo precisa criar políticas de Estado, e não políticas eleitoreiras de governos, para melhor distribuir os médicos no Brasil. Pergunto: qual o diagnóstico de nossas autoridades sobre a distribuição geográfica de profissionais? Em que áreas do conhecimento precisaríamos de médicos? De quantos pediatras, anestesiologistas, geriatras, intensivistas, médicos de família e comunidade necessitamos hoje e de quantos precisaremos daqui a 5, 10, 20 anos? A preocupação tem sido somente com quantidade. Nós defendemos qualidade.

Soluções existem, desde que sejam encaradas verdadeiramente, e não criando subterfúgios ou procurando culpados. É notório o subfinanciamento da saúde pública brasileira (hoje, cerca de R$ 2 por habitante/dia). O Brasil investe menos em saúde (porcentual do PIB) do que a média dos países africanos e do que outros países da América do Sul. É amadora a gestão em vários locais nas esferas federal, estadual e municipal. São vergonhosos os desvios que ainda teimam em ocorrer.

Como se conseguem facilmente tantos recursos para estádios de futebol e não temos recursos para financiar adequadamente a saúde da população? Sabe-se que ao longo dos últimos anos a esfera federal se vem desonerando em relação aos investimentos na saúde, quando comparados aos recursos de Estados e municípios. Quem mais arrecada tributos no Brasil (uma das maiores cargas tributárias do mundo) é o governo federal e hoje ele contribui menos do que Estados e municípios juntos.

Além da falta de recursos, a distribuição não se dá de forma equitativa. Vários bons serviços existentes não são acessíveis a todos e a qualidade deixa a desejar em inúmeras situações. Muitos dos que necessitam desses serviços não conseguem tê-los porque continuam longas as filas de espera para consultas, exames e cirurgias. Não se mensuram rotineiramente os resultados produzidos pelas diferentes intervenções. Sabe-se, há muito tempo, que o maior impacto nos custos da saúde são rapidez e qualidade do acesso. Neste momento, não temos acesso a todos os serviços no SUS e muitos desses serviços têm qualidade questionável.

A saúde é o nosso bem maior e o povo brasileiro merece respeito. Vamos, juntos, dar um basta nessa situação que aumenta o sofrimento do nosso povo, especialmente do mais pobre e carente."

Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB)


Editorial de ontem do jornal "O Estado de São Paulo"

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Farra das Parcerias Público-Privadas na área da saúde



Aviso aos colegas médicos:
Para quem dá plantão ou qualquer outro emprego na região de Marília (SP), cuidado com essa entidade abaixo:

Nome: Phoenixcoop Cooperativa Profissionais da Area de Saude
Razão Social: Phoenixcoop Cooperativa Profissionais da Area de Saude
CNPJ: 09.510.798/0001-96
Endereço: RUA SÃO BENTO 279 7ANDAR (- São Paulo)

Contactante : 

PH PHOENIXCOOP COOP TRABALHO
MARCIO ALMEIDA SANTOS 
11-7712-3547 id: 15*19581
11-7350-2098 / 11-8238-5156
11-3104-2603
marcio@phoenixcoop.com.br

MOTIVO: Não paga desde Novembro!!!!
Ajudem a divulgar os vagabundos que não nos pagam, pois eles estão recebendo os valores do governo e não o repassam aos profissionais. Ou seja, mais vagabundo embolsando dinheiro público e fruto do SEU TRABALHO!


São (ou eram) responsáveis pelos plantões em posto de saúde e nas UPAs de Ourinhos, Santa Cruz, Tupã, Itu, Bastos e Marilia (não tenho certeza se ainda estão em todos esses lugares). E também alguns ambulatórios como por exemplo de Ortopedia de Itu, plantões de GO em Bernardino de Campos.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Farsa da Democracia e a Farra do SUS



Da série: Vocês realmente confiam nessa gente?

Mudanças eleitorais, que em tempos da perversão da democracia em Ditadura da maioria, causam impactos na vida de muita gente.
Algo positivo? Acho difícil.
Algo negativo? MUITOS! 

O estado sempre é capaz de fazer muito mais mal do que bem para seus "contribuintes".
Resolvendo velhos problemas complexos da saúde, com soluções simples e equivocadas.
Aqui na região da "Grande Santa Cruz" (não vou falar sobre Santa Cruz, mas sim das cidades em sua volta) e suas cidadezinhas satéltes, passei por isso por muitos anos e hoje não passo mais. Me recuso a isso. Quantas noites perdia há alguns anos durante as mudanças de "gestão".

Quanto menor a cidade, parece maior a aberração.
Os "gestores" não estão preocupados em qualidade, em eficiência, em compromisso com a economia do dinheiro público.
Demite-se um médico, para colocar outro, de capacidade infinitamente menor, só porque esse outro subiu no palanque que deu a eles a "chave do cofre".
Pra quem fica de chororô por eleições "livres e democráticas", saiba que poder escolher seu "Senhor" de 4 em 4 anos, não o torna menos escravo.
Cargo público de "confiança" não predispõe meritocracia, mas sim a distribuição de benesses somente àqueles que apoiaram o projeto de poder.
Lembrem-se que nós não fazemos parte de projeto nenhum desse caras.
Somos só o instrumento.
Para não poupar nenhum nome.......estou falando de São Pedro do Turvo (SP).
No meu caso, estou fora do SUS há 5 anos. Agradeço a Deus todos os dias por ter me livrado de ser cúmplice de algo tão abominável e genocida.
Encerro com o óbvio:

"Me nego a me sentir culpado pelo fato de fazer isso e fazer melhor que os outros. Me recuso a pedir desculpas pelo meu sucesso. Eu poderia dizer que fiz e faço mais bem para os cidadãos do que vocês burocratas jamais sonhariam em fazer..." 

Ayn Rand
Trecho do livro: "A Revolta de Atlas"